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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

III

Sina

Por todas quantas estrelas

Tem o céu que possam mais,

Pelas flores virginais

De que se c’roam donzelas,

Pelas lágrimas singelas

Que o primeiro amor derrama,

Por aquela etérea chama

Que a mão de Deus acendeu

E que na Terra alumia

Quanto há na terra do Céu!

Por tudo quanto eu queria

Quando eu sabia querer,

E por tudo quanto eu cria

Quando me era dado crer!

Bem-fadada seja a vida

Que por estas folhas brancas

Sua história há-de escrever!

Que as dores lhe venham mancas

E com asas o prazer!

Esta sina que lhe dou,

Bruxa não na adivinhou,

Nem duende ma ensinou:

Li-a eu por meu condão

Em seus olhos inocentes,

Transparentes - transparentes

Até dentro ao coração.

IV

Ai, Helena!

Ai, Helena!, de amante e de esposo

Já o nome te faz suspirar,

Já tua alma singela pressente

Esse fogo de amor delicioso

Que primeiro nos faz palpitar! ...

Oh!, não vás, donzelinha inocente,

Não te vás a esse engano entregar:

E amor que te ilude e te mente,

É amor que te há-de matar!

Quando o Sol nestes montes desertos

Deixa a luz derradeira apagar,

Com as trevas da noite que espanta

Vêm os anjos do Inferno encobertos

A sua vítima incauta afagar.

Doce é a voz que adormece e quebranta,

Mas a mão do traidor ...faz gelar.

Treme, foge do amor que te encanta,

É amor que te há-de matar.

V

The rose - A Sigh

If this delicious, grateful flower,

Which blows but for a little hour,

Should to the sight so lovely be,

As from it’s fragrance seems to me,

A sigh must then it's colour show,

For that is the softest joy I know.

And sure the rose is like a sigh,

Borne just to soothe and then - to die.

V

A Rosa - Um suspiro

Se esta flor tão bela e pura,

Que apenas uma hora dura,

Tem pintado no matiz

O que o seu perfume diz,

Por certo na linda cor

Mostra um suspiro d’amor:

Dos que eu chego a conhecer

É este o maior prazer.

E a rosa como um suspiro

Há-de ser; bem se discorre:

Tem na vida o mesmo giro,

É um gosto que nasce e - morre.

VI

Retrato

(Num álbum)
Ah!, despreza o meu retrato

Que lhe eu queria aqui pôr!

Tem medo que lhe desfeie

O seu livro de primor?

Pois saiba que por despique

Eu sei também ser pintor:

Co’esta pena por pincel,

E a tinta do meu tinteiro,

Vou fazer o seu retrato

Aqui já de corpo inteiro.

Vamos a isto. - Sentada

Na cadeira moyen âge,

O cabelo en châtelaines,

As mangas soltas. - É o traje.

Em longas pregas negras

Caia o veludo e arraste;

De si com desdém régio

Com o pezinho o afaste ...

Nessa atitude! Está bem:

Agora mais um jeitinho;

A airosa cabeça a um lado

E o lindo pé no banquinho.

Aqui estão os contornos, são estes,

Nem Daguerre lhos tira melhor.

Este é o ar, esta a pose, eu lho juro,

E o trajar que lhe fica melhor.

Vamos agora ao difícil:

Tirar feição por feição;

Entendê-las, que é o ponto,

E dar-lhe a justa expressão.

Os olhos são cor da noite,

Da noite em seu começar,

Quando inda é jovem, incerta,

E o dia vem de acabar;

Têm uma luz que vai longe,

Que faz gosto de queimar:

É uma espécie de lume

Que serve só de abrasar.

Na boca há um sorriso amável.

Amável é... mas queria

Saber se é todo bondade

Ou se meio é zombaria.

Ninguém mo diz? O retrato

Incompleto ficará,

Que nestas duas feições

Todo o ser, toda a alma está.

Pois fiel como um espelho

É tudo o que nele fiz,

E o que lhe falta - que é muito,

Também o espelho o não diz.

VII

Lucinda

Ergue a frente, lírio,

Ergue a branca frente!

O astro do delírio

Já surgiu no oriente.

Vês, o sol ardente
Lá caiu no mar;

A frente pendente

Ergue a respirar!

Alvo é o luar,

Teu alvor não cresta;

A hora de gozar,

De viver é esta.

Longa foi a sesta,

Longo o teu dormir;

Ergue a branca testa,

Tempo é de surgir!

Já se abre a sorrir

Tua boca linda...

Despertar, sentir

Ou sonhar é ainda?

Sonho que não finda

Será o teu sonhar,

Se a dormir, Lucinda,

Te sentes amar.

VIII

As duas rosas

Sobre se era mais formosa

A vermelha ou branca rosa,

Ardeu séculos a guerra

Em Inglaterra.

Paz entre as duas, jamais!

Reinar ambas as rivais,

Também não; e uma ceder

Como há-de ser?

Faltei eu lá na Inglaterra

Para acabar com a guerra.

Ei-las aqui bem iguais,

Mas não rivais.

Atei-as em laço estreito:

Que artista fui, com que jeito!

E oh!, que lindas são, que amores

As minhas flores!

Dirão que é cópia - bem sei:

Que todo inteiro o roubei

Meu pensamento brilhante

Do teu semblante...

Será. Mas se é tão belo

Que lhe dêem esse modelo,

Do meu quadro, na verdade,

Tenho vaidade.

IX

Voz e aroma

A brisa vaga no prado,

Perfume nem voz não tem;

Quem canta é o ramo agitado,

O aroma é da flor que vem.

A mim, tornem-me essas flores

Que uma a uma eu vi murchar,

Restituam-me os verdores

Aos ramos que eu vi secar

E em torrentes de harmonia

Minha alma se exalará,

Esta alma que muda e fria

Nem sabe se existe já.

X

Seus olhos

Seus olhos - que eu sei pintar

O que os meus olhos cegou -

Não tinham luz de brilhar,

Era chama de queimar;

E o fogo que a ateou

Vivaz, eterno, divino,

Como facho do Destino.

Divino, eterno! - e suave

Ao mesmo tempo: mas grave

E de tão fatal poder,

Que, um só momento que a vi,

Queimar toda a alma senti...

Nem ficou mais de meu ser,

Senão a cinza em que ardi.

XI

A Délia

Cuidas tu que a rosa chora,

Que é tamanha a sua dor,

Quando, já passada a aurora,

O Sol, ardente de amor,

Com seus beijos a devora?

- Feche virgíneo pudor

O que inda é botão agora

E amanhã há-de ser flor;

Mas ela é rosa nesta hora,

Rosa no aroma e na cor.

- Para amanhã o prazer

Deixe o que amanhã viver.

Hoje, Délia, é nossa a vida;

Amanhã... o que há-de ser?

A hora de amor perdida

Quem sabe se há-de volver?

Não desperdices, querida,

A duvidar e a sofrer

O que é mal gasto da vida

Quando o não gasta o prazer.

XII

A Jovem americana

Donde é que te eu vi, donzela,

E o que eras tu nesta vida

Quando não tinhas vestida

A forma de virgem bela

Que ora te vejo trajar?

Estrela foste no céu,

Serias no prado flor?

Ou, no diáfano splendor

De que Íris faz o seu véu,

Estavas, Silfa, a bordar?

Não houve poeta ainda

Que te não visse e cantasse,

Mulher que não te invejasse,

Nem pintor que a face linda

Te não fosse copiar.

Séculos tens. - E ah!... já sei

Quem és, quem foste e hás-de

Bem te eu estava a conhecer

Quando primeiro te olhei

Sem te poder estranhar.

Com Deus e coa Liberdade

De nossas terras fugiste

Quando perdidos nos viste,

E te foste à soledade.

Do Novo Mundo acoitar.

Pois que ora piedosa vens

E nos sentes ressurgir,

Oh!, não tornes a fugir,

Que melhor pátria não tens

Nem que mais te saiba amar.

Teu natal celebraremos

Hoje e sempre: teus amigos

Somos na lealdade antigos,

E no ardor novos seremos,

No desvelo em te adorar:

Porque tu és o Ideal

Da só beleza - do Bem;

Não és estranha a ninguém,

E de ti só foge o mal

Que te não pode encarar.

XIII

Adeus, mãe!

- «Adeus, mãe!, adeus, querida

Que eu já não posso coa vida

E os anjos chamam por mim.

Adeus, mãe, adeus! ... Assim,

Junta os teus lábios aos meus

E recebe o último adeus

Neste suspiro... Não chores

Não chores: aquelas dores

Já sinto acalmar em mim.

Adeus, mãe, adeus!... Assim,

Junta os teus lábios aos meus...

Um beijo - um último... Adeus!»

E o corpo desanimado

No colo da mãe caía;

E ela o corpo... só pesado,

Só mais pesado o sentia!

Não se lamenta, não chora,

E quase a sorrir, dizia:

«Que tem este filho agora,

Que tanto pesa? Não posso...»

E uma a uma, osso por osso,

Com a mão trémula tenta

As mãozinhas descarnadas,

As faces cavas, mirradas,

A testa inda morna e lenta.

«Que febre, que febre!», diz;

E em tudo pensa a infeliz,

Tudo que há mau lhe ocorreu,

Tudo - menos que morreu.

Como nos gelos do Norte

O sono traidor da morte

Engana o desfalecido

Que imagina adormecer,

Assim cansado, esvaído

De tão longo padecer,

Já não há no coração

Da mãe força de sentir;

Não tem já lume a razão

Senão só para a iludir.

Acorda, ó mãe desgraçada,

Que é tempo de despertar!

Anda ver a eça armada,

As luzes que ardem no altar.

Ouves? É a rouca toada

Dos padres a salmear!...

Vamos, que a hora é chegada,

É tempo de o amortalhar.

E os anjos cantavam:

«Aleluia!»

E os santos clamavam:

«Hosana!»

Ao triste cantar da Terra

Responde o cantar do Céu;

Todos lhe bradam: « Morreu!»

E a todos o ouvido cerra.

E os sinos a tocar,

E os padres a rezar,

E ela ainda a acalentar

Nos braços o filho morto,

Que já não tem mais conforto,

Mais sossego neste mundo

Que o jazigo húmido e fundo

Onde há-de ir a sepultar.

Levai, ó anjos de Deus,

Levai essa dor aos Céus.

Com a alma do inocente

Aos pés do Juiz Clemente

Aí fique a santa dor

Rogando à Eterna Bondade

Que estenda a imensa piedade

A quantos pecam d’amor.

XIV

Ave, Maria

Maria, doce Mãe dos desvalidos,

A ti clamo, a ti brado!

A ti sobem, Senhora, os meus gemidos,

A ti o hino sagrado

Do coração de um pai voa, ó Maria,

Pela filha inocente.

Com sua débil voz que balbucia,

Piedosa mãe clemente,

Ela já sabe, erguendo as mãos tenrinhas,

Pedir ao Pai dos Céus

O pão de cada dia. As preces minhas

Como irão ao meu Deus,

Ao meu Deus que é teu filho e tens nos braços,

Se tu, mãe de piedade,

Me não tomas por teu? Oh!, rompe os laços

Da velha humanidade;

Despe de mim todo outro pensamento

E vã tenção da Terra;

Outra glória, outro amor, outro contento

De minha alma desterra.

Mãe, oh!, Mãe, salva o filho que te implora

Pela filha querida.

De mais tenho vivido, e só agora

Sei o preço da vida,

Desta vida, tão mal gasta e prezada

Porque minha só era...

Salva-a, que a um santo amor está votada,

Nele se regenera.

XV

Os exilados

(À Sr.ª Rossi-Caccia)

Eles tristes, das praias do desterro,

Os olhos longos e arrasados de água

Estendem para aqui... Cravado o ferro

Da saudade têm n’alma; e é negra mágoa

A que lhes rala os corações aflitos,

É a maior da vida - são proscritos,

Dor como outra não há, é a dor que os mata!

Dizer eu: «Essa terra é minha... minha,

Que nasci nela, que a servi, a ingrata!

Que lhe dei... dei por ela quanto tinha,

Sangue, vida, saúde, os bens da sorte...

E ela, por galardão, me entrega à morte!»

Morte lenta e cruel - a de Ugolino!

Bem lhes quiseram dar...

Mas não será assim: sopro divino

De bondade e nobreza

Não o pode apagar

Nos corações da gente portuguesa

Esse rancor de fera

Que em almas negras, negro e vil impera.

Tu, génio da Harmonia,

Tu solta a voz em que triunfa a glória,

Com que suspira amor!

Bela de entusiasmo e de fervor,

Ergue-te, ó Rossi, tua voz nos guia:

A tua voz divina

Hoje um eco imortal deixa na história.

Inda no mar de Egina

Soa o hino de Alceu;

E atravessaram séculos

Os cantos de Tirteu.

Mais poderosa e válida

A tua voz será;

A tua voz etérea,

Tua voz não morrerá.

Nós no templo da pátria penduramos

Esta c’roa singela

Que de mirto e de rosas entrançamos

Para essa fronte bela:

Aqui, de voto, ficará pendente,

E um culto de saudade

Aqui, perenemente,

Lhe daremos no altar da Liberdade.

XVI

Preito

É lei do tempo, Senhora,

Que ninguém domine agora

E todos queiram reinar.

Quanto vale nesta hora

Um vassalo bem sujeito,

Leal de homenage e preito

E fácil de governar?

Pois o tal sou eu, Senhora:

E aqui juro e firmo agora

Que a um despótico reinar

Me rendo todo nesta hora,

Que a liberdade sujeito...

Não a reis! - outro é meu preito:

Anjos me hão-de governar.

XVII

No lumiar

Era um dia de Abril; a Primavera

Mostrava apenas seu virgíneo seio

Entre a folhagem tenra; não vencera,

De todo, o Sol o misterioso enleio

Da névoa rara e fina que estendera

A manhã sobre as flores; o gorjeio

Das aves inda tímido e infantil...

Era um dia de Abril.

E nós íamos lentos passeando

De vergel em vergel, no descuidado

Sossego d’alma que se está lembrando

Das lutas do passado,

Das vagas incertezas do porvir.

E eu não cansava de admirar, de ouvir,

Porque era grande, um grande homem deveras

Aquele duque - ali maior ainda,

Ali no seu Lumiar, entre as sinceras

Belezas desse parque, entre essas flores,

A qual mais bela e de mais longe vinda

Esmaltar de mil cores

Bosque, jardim, e as relvas tão mimosas,

Tão suaves ao pé - muito há cansado

De pisar alcatifas ambiciosas,

De tropeçar no perigoso estrado

Das vaidades da Terra.

E o velho duque, o velho homem de Estado,

Ao falar dessa guerra

Distante - e das paixões da humanidade,

Sorria malicioso

Daquele sorrir fino sem maldade,

Que tão seu era, que, entre desdenhoso

E benévolo, a quanto lhe saía

Dos lábios dava um cunho de nobreza,

De razão superior.

E então como ele a amava e lhe queria

A esta pobre terra portuguesa!

Velha tinha a razão, velha a experiência,

Jovem só esse amor.

Tão jovem, que inda cria, inda esperava,

Inda tinha a fé viva da inocência!...

Eu, na força da vida,

Tristemente de mim me envergonhava.

- Passeávamos assim, e em reflectida

Meditação tranquila descuidados

Íamos sós, já sem falar, descendo

Por entre os velhos olmos tão copados,

Quando sentimos para nós crescendo

Rumor de vozes finas que zumbia

Como enxame de abelhas entre as flores,

E vimos, qual Diana entre os menores

Astros do céu, a forma que se erguia,

Sobre todas gentil, dessa estrangeira

Que se esperava ali. Perfeita, inteira

No velho amável renasceu a vida

E a graça fácil. Cuidei ver o antigo

O nobre Portugal que ressurgia

No venerando amigo;

E na formosa dama que sorria,

O génio da subida,

Rara e fina elegância que a nobreza,

O gosto, o amor do Belo, o instinto da Arte

Reúne e faz irmãos em toda a parte;

Que afere a grandeza

Pela medida só dos pensamentos,

Do ‘stilo de viver, dos sentimentos,

Tudo o mais como fútil desprezando.

Pensei que a saudar o velho ilustre

Em seus últimos dias

E a despedir-se, até Deus sabe quando,

De nossas praias tristes e sombrias,

Vinha esse génio... Tristes e sombrias,

Que o sol lhe foge, lhe esmorece o lustre,

E onde tudo que é alto vai baixando ...

O triste, o que não tem já sol que o aqueça

Sou eu talvez - que, à míngua de fé, sinto

O cérebro gelar-me na cabeça

Porque no coração o fogo é extinto.

Ele não era assim,

Ou sabia fingir melhor do que eu!

- Como o nobre corcel que envelheceu

Nas guerras, ao sentir o áureo telim

E as armas sobre o dorso descarnado,

Remoça o garbo, em juvenil meneio

Franja de espuma o freio,

E honra os brasões da casa em que foi nado.

Nunca me há-de esquecer aquele dia!

Nem os olhos, as falas, e a sincera

Admiração da bela dama inglesa

Por tudo quanto via;

O fruto, a flor, o aroma, o sol que os gera,

E esta vivaz, veemente natureza,

Toda de fogo e luz,

Que ama incessante, que de amar não cansa,

E contínua produz

Nos frutos o prazer, na flor a esp’rança.

Ali as nações todas se juntaram,

Ali as várias línguas se falaram;

A Europa convidada

Veio ao festim - não ao festim, ao preito.

Vassalagem rendida foi prestada

Ao talento, à beleza,

A quanto n’alma infunde amor, respeito,

Porque é deveras grande - que a grandeza

Os homens não a dão; Põe-na por sua mão

Naqueles que são seus,

Nos que escolheu - só Deus.

Oh!, minha pobre terra, que saudades

Daquele dia! Como se me aperta

O coração no peito coas vaidades,

Coas misérias que aí vejo andar alerta,

À solta apregoando-se! Na intriga,

Na traição, na calúnia é forte a liga,

É fraca em tudo o mais...

Tu, sossegado

Descansa no sepulcro; e cerra, cerra

Bem os olhos, amigo venerado,

Não vejas o que vai por nossa terra.

Eu fecho os meus, para trazer mais viva

Na memória a tua imagem

E a dessa bela Inglesa que se esquiva

De nós entre a folhagem

Dos bosques de Parténope. Cansado,

Fito nesta miragem

Os olhos d’alma, enquanto que, arrastado,

Vai o tardio pé

Por este que inda é,

Que cedo não será, bem cedo - em mal!

O velho Portugal.

XVIII

A um amigo

Fiel ao costume antigo,

Trago ao meu jovem amigo

Versos próprios deste dia.

E que de os ver tão singelos,

Tão simples como eu, não ria:

Qualquer os fará mais belos,

Ninguém tão d’alma os faria.

Que sobre a flor de seus anos

Soprem tarde os desenganos;

Que em torno os bafeje amor,

Amor da esposa querida,

Prolongando a doce vida

Fruto que suceda à flor.

Recebe este voto, amigo,

Que eu, fiel ao uso antigo,

Quis trazer-te neste dia

Em poucos versos singelos.

Qualquer os fará mais belos,

Ninguém tão d’alma os faria.

FIM

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